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apresentação
 
A maquinaria é envergonhadamente escondida no chamado teatro “ilusionista”, mas ela sempre se deixa detectar desde que nos debrucemos sobre o “segredo de fabricação”.
Tal realidade de máquina é, por definição, alheia ao mundo fictício sugerido pela cena.

Patrice Pavis

O Teatro Máquina (antiga Ba-guá Cia de Teatro) é um grupo de teatro de Fortaleza-CE, em atividade desde 2003. A dramaturgia épica, já por si mesma fragmentada e cheia de rupturas radicais, tem sido o principal foco de interesse, através dos textos do próprio Brecht e de autores importantes para seu teatro, além de inspirar roteiros e esquetes do próprio grupo. Em nossa prática temos sempre nos preocupado com a investigação da linguagem teatral, realizando trabalhos que tem nas dimensões da pesquisa e do processo colaborativo sua principal base. A linguagem narrativa, os aspectos épicos e diferentes modelos de composição gestual e vocal são desenvolvidos a cada novo trabalho, onde sempre nos impomos desafios maiores. O grupo tem trabalhado os conceitos de estranhamento, literalização da cena e refuncionalização dos elementos do teatro, através das idéias de jogo e repetição.
Preocupado em pensar novas estratégias para a relação palco-platéia, o grupo vem pesquisando a recepção através das sensações de surpresa, espanto e admiração. Alem dos espetáculos, faz parte da pesquisa do grupo a realização de debates, desmontagens, demonstrações técnicas e a oferta de cursos e oficinas, sempre em processo colaborativo.

principais trabalhos
O Teatro Máquina tem desenvolvido trabalhos em teatro em interface com a dança e a performance como Dentes podres em Paris (2004), Jânio Soul (2005) e Good-bye (2006), além dos espetáculos Quanto custa o ferro ? (2003) e Leonce+Lena (2005). Em O Cantil (2008), recebeu indicação na Categoria Especial do 21º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, pela técnica desenvolvida coletivamente. O trabalho mais recente, Répéter (2009), em sua ultima versão, é a primeira experiência formal do grupo em dança-teatro .

Em 2010 o grupo diversifica os trabalhos. Preparou um trabalho sonoro-visual a partir da figura Myrna, pseudonimo de Nelson Rodrigues, ensaia o infantil João Botão, com estréia prevista para junho,  e ainda pretende elaborar um exercício com o texto “Brincando nos campos de HaroldPinter”, de Marcos Barbosa e outro com poemas de Maiakovski e Jacques Prevert.
sobre a pesquisa

O Teatro Máquina tem desenvolvido processos criativos coletivamente, sabendo da responsabilidade de uma ação em conjunto e do compromisso que está implicado ao assumir a pesquisa como maior interesse e não a produção finalizada.
Compreendemos como atividades de pesquisa o interesse continuado pelos debates pós-apresentação, especialmente na temporada de estréia, onde podemos compartilhar com a platéia as idéias fundadoras do espetáculo em questão, expor o processo criativo e de ensaios e rever elementos pertinentes aos trabalhos dos atores e da direção.
Além dos debates, realizamos também desmontagens, onde o espetáculo é fracionado e discutido em partes significativas para o exame do processo criativo, e oficinas de formação para iniciantes e grupos de teatro.
A pesquisa teórica está relacionada ao grupo de estudo “O conceito de estranhamento na teoria brechtiana”, cadastrado no Diretório do CNPq, com atividades freqüentes no Curso de Artes Cênicas do IFCE.  Nossa pesquisa é exposta, revista e atualizada sempre em duas frentes: nos espetáculos produzidos e nos seminários ou encontros que participamos.

atividades continuadas

Debates
Quanto Custa o Ferro?
Julho e Agosto de 2003 no Teatro SESC Emiliano Queiroz.

Leonce+Lena
Julho e Setembro de 2005, no CEFETCE e no Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga.
Outubro de 2007, Projeto de Circulação/Formação pelas escolas municipais de Fortaleza.

Répéter
Novembro de 2007, na Mostra SESC Cariri de Teatro
Julho de 2008, no Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste – Juazeiro do Norte

O Cantil
Junho de 2008, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Julho de 2008, no Teatro do Centro Cultural Bom Jardim.

Desmontagens
Quanto Custa o Ferro?,
Semana de Artes Cênicas do CEFETCE, 2004

Leonce+Lena
Programação No Paço da FUNCET – Prefeitura de Fortaleza, 2006

Oficinas
“Teoria e prática das peças didáticas”
Novembro de 2000, na Universidade Regional do Cariri- URCA (Crato-CE)

“Ator e estranhamento”
Setembro de 2005, no Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE).

“Jogo e Repetição”
Outubro de 2007 no Centro Cultural Bom Jardim (Fortaleza-CE).

“Jogo e Repetição”
Novembro de 2007 na Fundação Casa Grande (Nova Olinda-CE) .

“O ator e a narração”
Dezembro de 2007, Projeto de Circulação/Formação, Grupo Acontece (Fortaleza-CE).

"Jogo e Repetição: experimentando o Sr. Keuner de Bertolt Brecht"
Outubro de 2008 no Theatro José de Alencar (Fortaleza-CE).

 “Jogo e Repetição”
Outubro de 2008 no Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Salvador-BA).

"Jogo e Repetição: uma composição gestual"
Fevereiro de 2009 no Theatro José de Alencar (Fortaleza-CE).

 “Jogo e Repetição: uma composição gestual”
Março de 2009 na IV Mostra da Semana do Teatro do Maranhão (São Luís-MA).

Demonstrações técnicas de trabalho
O Cantil
Janeiro de 2009 na Programação Mensal do Theatro José de Alencar (Fortaleza-CE).

O Cantil
Junho de 2009, no Zona de Transição - Encontro Internacional de Teatro (Fortaleza-CE).

Grupo de estudo
“O conceito de estranhamento na teoria brechtiana”.
Fundado em 2004.
Disponível em: http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=1541803GNX9IPZ

Seminários e encontros
“O conceito de diversão na poética brechtiana”
I Encontro de artistas-pesquisadores
Setembro de 2003, Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE).

“Prazer e crítica: o conceito de diversão no teatro de Bertolt Brecht”
Projeto Questão de cena,
Junho de 2005, FUNCET (Fundação de Cultura da Prefeitura de Fortaleza).

A Decisão de Bertolt Brecht: a formação do ator na prática das peças didáticas”
Seminário sobre Arte e Pesquisa
Maio de 2008, Theatro José de Alencar (Fortaleza-CE)

 

quem somos

Direção: Fran Teixeira

Atores: Aline Silva, Ana Luiza Rios, Edivaldo Batista, Joel Monteiro, Levy Mota e Marcio Medeiros

Produção: Fran Teixeira, Joel Monteiro e Levy Mota

Comunicação visual: Levy Mota e Frederico Teixeira

Colaboradores: Diogo Costa e João Zabaleta (figurino), ConsigliaLatorre e DustanGallas (preparação e composição musical), Frederico Teixeira (cenografia), Tomaz de Aquino e Walter Façanha (desenho de luz).

 

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